Registro Visual
-
MJFL-2012-11-0062Baixar
Retrato (pintura) emoldurada de Manoel José de Leão. Homem branco em pé, com cabelos pretos, representado em meio corpo, seu corpo está levemente virado para à esquerda do observador. Utiliza casaca de coloração preta com camisa, colete e gravata branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida escura. Abaixo do retrato, possui a seguinte inscrição: "A MEZA DA SANTA CAZA EM SESSÃO DE 8 DE MAIO DE 1842 MANDOU ERIGIR ESTE MONUMENTO DE GRATIDÃO E ETERNA MEMORIA AO IRMÃO BEMFEITOR TENENTE MANOEL JOSÉ DE LEÃO, QUE SENDO ABUNDANTE EM BENS DEIXOU A SUA TERÇA A ESTE PIO ESTABELECIMENTO. FOI BOM PAI, E BOM ESPOZO: VIVEO PARA O BEM DA HUMANIDADE, E DEIXOU O MUNDO AOS 18 DE MAIO DE 1834.". A moldura é de madeira lisa de coloração branca.
Coleção
Número de Registro
MJFL-2012-11-0062
Denominação
Título
Manoel José Leão
Tipo de título
Autoria
Classificação
06 Objetos de Atividades Artísticas > 6.6 Objetos Associados às Artes Plásticas e ao Desenho Técnico > 6.6.2 Obra final > 6.6.2.3 Pinturas
Descrição
Retrato (pintura) emoldurada de Manoel José de Leão. Homem branco em pé, com cabelos pretos, representado em meio corpo, seu corpo está levemente virado para à esquerda do observador. Utiliza casaca de coloração preta com camisa, colete e gravata branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida escura.
Abaixo do retrato, possui a seguinte inscrição:
"A MEZA DA SANTA CAZA EM SESSÃO DE 8 DE MAIO DE 1842 MANDOU ERIGIR ESTE MONUMENTO DE GRATIDÃO E ETERNA MEMORIA AO IRMÃO BEMFEITOR TENENTE MANOEL JOSÉ DE LEÃO, QUE SENDO ABUNDANTE EM BENS DEIXOU A SUA TERÇA A ESTE PIO ESTABELECIMENTO. FOI BOM PAI, E BOM ESPOZO: VIVEO PARA O BEM DA HUMANIDADE, E DEIXOU O MUNDO AOS 18 DE MAIO DE 1834.".
A moldura é de madeira lisa de coloração branca.
Dimensões
Largura (cm)
71
Altura (cm)
93,5
Material / Técnica
madeira | metal | tela | tinta a óleo
Comentários/Dados Históricos
MANOEL JOSÉ LEÃO
Manoel José Leão nasceu em 1759, na vila de Laguna, Santa Catarina. Filho do cirurgião-mor João José Leão e Maria do Rosário. Foi casado em primeiras núpcias com Maria Antônia de Jesus, posteriormente após viuvar casou-se novamente com Dona Bernardina Joaquina da Silva. Foi comerciante e traficante de escravizados, inicialmente estabelecido em Arroio dos Ratos. Em 1820 radicou-se na cidade de Porto Alegre.
Em 01 de janeiro de 1826 ingressou na Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre. Foi mordomo da Capela da Santa Casa. Faleceu em 18 de maio de 1834 e foi sepultado no cemitério da Capela Nosso Senhor dos Passos. Deixou em testamento 1/3 de sua herança para esta instituição. A produção de seu retrato foi ordenada pela Santa Casa, como homenagem ao irmão benfeitor em 08 de maio de 1842.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre foi criada em 1814 para conduzir a Santa Casa, que havia sido criada como ”Hospital de Caridade em 1803” e ainda não tinha saído do papel.
Participavam da Irmandade os homens de proeminência social e de condições financeiras abastadas, que contribuíam com a manutenção da Instituição.
O cargo mais elevado dentro da instituição é o de Provedor – figura de autoridade e liderança. O Provedor, assim como os Irmãos não são remunerados por sua atuação na Irmandade.
Os Irmãos eleitos para a Mesa Administrativa participam ativamente da administração, sob a liderança do Provedor. Atualmente, a atuação da Irmandade conta com os Mesários Efetivos, os Conselheiros Fiscais Efetivos e os Conselheiros Consultivos, que atuam diretamente com os diretores da Instituição.
Ex-provedores e Irmãos Benfeitores (aqueles que contribuíam com a Instituição, realizando doações de grandes somas) foram homenageados com a produção de retratos expostos no Salão Nobre da Santa Casa. Atualmente, o Salão fica situado junto à Direção Executiva da Santa Casa, em local restrito, onde quadros permanecem expostos.
Referências
ELTZ, Amanda Mensch. Entre a Gratidão e o Poder: uma coleção de retratos pintados da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. 2019. Dissertação (Mestrado em Museologia e Patrimônio) – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/202436/001107861.pdf?sequence=1. Acesso em: 18 out. 2024. | PUFAL, Diego de Leão. A Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre: Primórdios, curiosidades e ‘Homens Bons’. In: Centro Histórico-Cultural Santa Casa; Histórias Reveladas Vol. III. Porto Alegre: EVANGRAF, 2013.
Palavras-chave
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre | Pintura | Retrato pictórico
Local de produção
América do Sul > Brasil | América do Sul > Brasil > Rio Grande do Sul > Porto Alegre | América do Sul > Brasil > Rio Grande do Sul
Ano de produção
1842
Condições de reprodução
O uso de imagens dos objetos e do acervo é permitido para fins de pesquisas, trabalhos escolares e universitário com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos. Junto à reprodução deve sempre constar obrigatoriamente o crédito à fonte original: Acervo Centro Histórico- Cultural Santa Casa de Porto Alegre - CHC.
Demais solicitações de uso devem ser formalizadas para avaliação junto ao Acervo do Museu (pelo e-mail: museu.chc@santacasa.org.br ) e só serão autorizadas após aprovação e mediante preenchimento do Termo de Pesquisa. Os direitos autorais são de seus respectivos detentores de direitos, conforme a Lei de Direitos Autorais (LDA 9.610/1998). O CHC não detém a propriedade de direitos autorais e não se responsabiliza por utilizações indevidas praticadas por terceiros.

