Registro Visual
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MJFL-2012-11-0022Baixar
Retrato (pintura) emoldurado de Julio Prates de Castilhos. Homem branco em pé, representado até os joelhos, com cabelos escuros curtos, barba rala e cavanhaque, seu corpo está voltado para à esquerda do observador. Utiliza um conjunto de fraque e calças de coloração preta com colete e camisa branca. O braço direito pende ao lado do corpo e sua mão veste uma luva branca, sua mão esquerda está apoiada sobre uma mesa com toalha vermelha e segura uma luva branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida marrom. A moldura é de madeira lisa de coloração marrom. Na extremidade inferior, ao centro, possui uma pequena placa de metal presa na moldura, contendo a identificação do retrato.
Coleção
Número de Registro
MJFL-2012-11-0022
Denominação
Título
Julio Prates de Castilhos
Tipo de título
Autoria
Classificação
06 Objetos de Atividades Artísticas > 6.6 Objetos Associados às Artes Plásticas e ao Desenho Técnico > 6.6.2 Obra final > 6.6.2.3 Pinturas
Descrição
Retrato (pintura) emoldurado de Julio Prates de Castilhos. Homem branco em pé, representado até os joelhos, com cabelos escuros curtos, barba rala e cavanhaque, seu corpo está voltado para à esquerda do observador. Utiliza um conjunto de fraque e calças de coloração preta com colete e camisa branca. O braço direito pende ao lado do corpo e sua mão veste uma luva branca, sua mão esquerda está apoiada sobre uma mesa com toalha vermelha e segura uma luva branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida marrom.
A moldura é de madeira lisa de coloração marrom. Na extremidade inferior, ao centro, possui uma pequena placa de metal presa na moldura, contendo a identificação do retrato.
Dimensões
Largura (cm)
104,5
Altura (cm)
134
Profundidade (cm)
5,3
Material / Técnica
madeira | metal | tela | tinta a óleo
Comentários/Dados Históricos
GUILHERME LITRAN (pintor, desenhista e professor)
Nascido em Almería, Espanha, em 1840, ele casou-se com Matilde Thallone. Iniciou seus estudos em sua terra natal e os completou em Portugal. Ao emigrar para o Brasil, viveu em diversas cidades, como Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, até se estabelecer definitivamente em Pelotas (RS), por volta de 1879. Foi nessa cidade que desenvolveu a maior parte de sua carreira.
Em sua homenagem foi nomeada uma rua na cidade de Pelotas e uma sala de exposições no saguão da Prefeitura desta mesma cidade. A obra Carga de Cavalaria, de sua autoria, apesar de algumas limitações técnicas, é uma das primeiras pinturas do gênero histórico produzidas no estado. Considerada um clássico da iconografia gaúcha, essa tela tem sido amplamente reproduzida em obras sobre a Guerra dos Farrapos.
Demais pinturas do artista podem ser encontradas em coleções particulares, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul e no Museu Júlio de Castilhos.
JULIO PRATES DE CASTILHOS
Júlio Prates de Castilhos nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, em 29 de junho de 1860. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, em 1881, período em que foi profundamente influenciado pelo positivismo de Augusto Comte, cujos ideais moldaram suas convicções e ações políticas. Entre 1884 e 1889, dirigiu o jornal A Federação, tornou-se a principal liderança do Partido Republicano Rio-grandense (PRR).
Em 1891, foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte e, durante seu mandato, opôs-se vigorosamente às ideias de Rui Barbosa, especialmente no que se referia às normas impostas aos pequenos estados da nova República Federativa. Júlio de Castilhos redigiu quase sozinho a Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, promulgada em 1891. Em 15 de julho do mesmo ano, foi eleito presidente do estado, mas acabou deposto em novembro do mesmo ano, devido ao Golpe de Três de Novembro. Em 1893, elegeu-se novamente presidente do Rio Grande do Sul, em uma eleição sem adversários, tomou posse em 25 de janeiro. Nesse mesmo ano, iniciou a Revolução Federalista, durante a qual, Castilhos derrotou seus opositores, que defendiam uma monarquia parlamentarista e a descentralização do poder.
Júlio de Castilhos faleceu em 1903, vítima de um câncer na garganta. A última casa onde viveu foi adquirida pelo governo em 1905, e, em 1907, transformada no Museu Júlio de Castilhos, situado no centro de Porto Alegre. O político também foi homenageado na capital gaúcha com um imponente monumento erguido na Praça da Matriz.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre foi criada em 1814 para conduzir a Santa Casa, que havia sido criada como ”Hospital de Caridade em 1803” e ainda não tinha saído do papel.
Participavam da Irmandade os homens de proeminência social e de condições financeiras abastadas, que contribuíam com a manutenção da Instituição.
O cargo mais elevado dentro da instituição é o de Provedor – figura de autoridade e liderança. O Provedor, assim como os Irmãos não são remunerados por sua atuação na Irmandade.
Os Irmãos eleitos para a Mesa Administrativa participam ativamente da administração, sob a liderança do Provedor. Atualmente, a atuação da Irmandade conta com os Mesários Efetivos, os Conselheiros Fiscais Efetivos e os Conselheiros Consultivos, que atuam diretamente com os diretores da Instituição.
Ex-provedores e Irmãos Benfeitores (aqueles que contribuíam com a Instituição, realizando doações de grandes somas) foram homenageados com a produção de retratos expostos no Salão Nobre da Santa Casa. Atualmente, o Salão fica situado junto à Direção Executiva da Santa Casa, em local restrito, onde quadros permanecem expostos.
Referências
ELTZ, Amanda Mensch. Entre a Gratidão e o Poder: uma coleção de retratos pintados da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. 2019. Dissertação (Mestrado em Museologia e Patrimônio) – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/202436/001107861.pdf?sequence=1. Acesso em: 10 out. 2024. | Júlio Prates de Castilhos - Lideranças Políticas NEAMP. Pucsp.br. Disponível em: https://neamp.pucsp.br/liderancas/julio-prates-de-castilhos. Acesso em: 10 out. 2024. | Damasceno, Athos. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. Editora Globo, 1971, pp. 224-228 | Gomes, Paulo César Ribeiro. "A construção de uma identidade visual: o caso do gaúcho nas artes plásticas do Rio Grande do Sul, de Pedro Weingärtner a Antonio Caringi". In: Conduru, Roberto & Vera Beatriz Siqueira. Anais do XXVIII Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte: 1808-2008: Mudanças de Paradigmas para a História da Arte no Brasil: Homenagem a Mário Barata. Rio de Janeiro 2009, pp. 441 | PUFAL, Diego de Leão. A Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre: Primórdios, curiosidades e ‘Homens Bons’. In: Centro Histórico-Cultural Santa Casa; Histórias Reveladas Vol. III. Porto Alegre: EVANGRAF, 2013.
Palavras-chave
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre | Patriarca do Rio Grande do Sul | Pintura | Retrato pictórico
Local de produção
Ano de produção
1896
Condições de reprodução
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