Registro Visual
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Retrato (pintura) emoldurada de Luiz Francisco Guerra Blessmann. Homem branco utilizando óculos, representado a partir de seu busto, seu corpo está voltado para à esquerda do observador. Utiliza blazer e gravata de coloração marrom e camisa branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida esverdeada. A moldura é de madeira com ornamentos em relevo, possui um recorte oval para o encaixe da tela. Na extremidade inferior, ao centro, possui uma pequena placa de metal presa na moldura, contendo a identificação do retrato.
Coleção
Número de Registro
MJFL-2012-11-0021
Denominação
Título
Luiz Francisco Guerra Blessmann
Tipo de título
Autoria
Descrição
Retrato (pintura) emoldurada de Luiz Francisco Guerra Blessmann. Homem branco utilizando óculos, representado a partir de seu busto, seu corpo está voltado para à esquerda do observador. Utiliza blazer e gravata de coloração marrom e camisa branca. Ao fundo apresenta uma coloração sólida esverdeada.
A moldura é de madeira com ornamentos em relevo, possui um recorte oval para o encaixe da tela. Na extremidade inferior, ao centro, possui uma pequena placa de metal presa na moldura, contendo a identificação do retrato.
Dimensões
Largura (cm)
81
Altura (cm)
92
Profundidade (cm)
1
Material / Técnica
madeira | metal | tela | tinta a óleo
Comentários/Dados Históricos
JUDITH FORTES (1896 – 19??)
Judith Fortes foi uma das primeiras alunas a ingressar em 1916 no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, concluiu a graduação em 1922. Atuou como professora substituta da mesma instituição, e, manteve em frente à sede do Instituto um curso preparatório para o vestibular do curso de Artes Plásticas.
Judith foi uma das fundadoras da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em 1938. A pintora participou do Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul de 1939 a 1954.
LUIZ FRANCISCO GUERRA BLESSMANN
Luiz Francisco Guerra Blessmann nasceu em 1891, na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1911, defendendo a tese “Contribuição ao estudo do complemento”. Foi adjunto na enfermaria do Prof. Carlos Wallau (1912-1925), interno na 17ª enfermaria de Medicina de Homens (1908) e adjunto na 1ª enfermaria de Medicina Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (1912).
Foi professor da Faculdade de Medicina de Porto Alegre e membro do Conselho Técnico-Administrativo. Atuou como médico no Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre entre 1929 e 1931. Participou da fundação do SIMERS e da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do Rio Grande do Sul. Foi um dos fundadores da Escola de Enfermagem, em 1950, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e na criação do Conselho Regional de Medicina, do qual foi seu primeiro presidente. Durante a década de 1930, foi deputado e presidente da Assembleia Constituinte Estadual do Rio Grande do Sul.
Passou por diversos cargos de liderança na Santa Casa de Porto Alegre, entre eles, Chefe da 18ª Enfermaria. Foi membro da Irmandade da Santa Casa, sendo aprovado como Irmão em 20 de dezembro de 1918, e tomou posse em 24 de dezembro do mesmo ano. Foi elevado ao cargo de Irmão Benemérito em sessão de 1º de janeiro de 1929 e Grande Benemérito, ad referendum da Mesa Administrativa, em 1º de outubro de 1971. Também atuou como Provedor da Santa Casa (1931-1932).
Faleceu em 5 de junho de 1972, em Porto Alegre.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre foi criada em 1814 para conduzir a Santa Casa, que havia sido criada como ”Hospital de Caridade em 1803” e ainda não tinha saído do papel.
Participavam da Irmandade os homens de proeminência social e de condições financeiras abastadas, que contribuíam com a manutenção da Instituição.
O cargo mais elevado dentro da instituição é o de Provedor – figura de autoridade e liderança. O Provedor, assim como os Irmãos não são remunerados por sua atuação na Irmandade.
Os Irmãos eleitos para a Mesa Administrativa participam ativamente da administração, sob a liderança do Provedor. Atualmente, a atuação da Irmandade conta com os Mesários Efetivos, os Conselheiros Fiscais Efetivos e os Conselheiros Consultivos, que atuam diretamente com os diretores da Instituição.
Ex-provedores e Irmãos Benfeitores (aqueles que contribuíam com a Instituição, realizando doações de grandes somas) foram homenageados com a produção de retratos expostos no Salão Nobre da Santa Casa. Atualmente, o Salão fica situado junto à Direção Executiva da Santa Casa, em local restrito, onde quadros permanecem expostos.
Referências
VIEIRA, Felipe Almeida. “Fazer a Classe”: identidade, representação e memória na luta do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul pela regulamentação profissional (1931-1943). Dissertação de Mestrado, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em História da UFRGS, 2009, p.206, p.211. | FRANCO, Álvaro; RAMOS, Sinhorinha Maria. Panteão Médico Riograndense: síntese cultural e histórica. São Paulo: Ramos e Franco Editores, 1943, p. 488. | PUFAL, Diego de Leão. A Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre: Primórdios, curiosidades e ‘Homens Bons’. In: Centro Histórico-Cultural Santa Casa; Histórias Reveladas Vol. III. Porto Alegre: EVANGRAF, 2013.
Palavras-chave
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre | Pintura | Provedor | Retrato pictórico
Local de produção
Ano de produção
1954
Condições de reprodução
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