Registro Visual
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MJFL-2012-11-0078Baixar
Retrato (pintura) de Gabino Prates da Fonseca. Homem branco, com cabelos castanhos, representado a partir de seu busto, seu corpo está virado para à esquerda do observador. Utiliza blazer e gravata de coloração preta com camisa branca. Ao fundo apresenta uma coloração marrom.
Coleção
Número de Registro
MJFL-2012-11-0078
Denominação
Título
Gabino Prates da Fonseca
Tipo de título
Autoria
Classificação
06 Objetos de Atividades Artísticas > 6.6 Objetos Associados às Artes Plásticas e ao Desenho Técnico > 6.6.2 Obra final > 6.6.2.3 Pinturas
Descrição
Retrato (pintura) de Gabino Prates da Fonseca. Homem branco, com cabelos castanhos, representado a partir de seu busto, seu corpo está virado para à esquerda do observador. Utiliza blazer e gravata de coloração preta com camisa branca. Ao fundo apresenta uma coloração marrom.
Dimensões
Largura (cm)
50
Altura (cm)
58
Material / Técnica
Comentários/Dados Históricos
JUDITH FORTES (1896 – 19??)
Judith Fortes foi uma das primeiras alunas a ingressar, em 1916, no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, concluiu a graduação em 1922. Atuou como professora substituta na mesma instituição, e, manteve em frente à sede do Instituto, um curso preparatório para o vestibular do curso de Artes Plásticas.
Judith foi uma das fundadoras da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em 1938. A pintora participou do Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul de 1939 a 1954.
GABINO PRATES DA FONSECA (Doutor)
Gabino Prates da Fonseca nasceu em 6 de abril de 1889, na cidade de Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul. Filho de Januario Fonseca e Fidelina Prates da Fonseca, casou-se com Leonor Mariante da Fonseca, com quem teve um filho, Hélio Mariante da Fonseca.
Iniciou o curso de Medicina na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, concluiu os estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1911, com a defesa da tese “O Tratamento da Eclâmpsia”. Entre 1909 e 1911, atuou como interno no Instituto de Proteção e Assistência à Infância e Maternidade das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Posteriormente, especializou-se na Europa em Cirurgia Geral, Ginecologia, Obstetrícia e Vias Urinárias. De 1915 a 1939, trabalhou como cirurgião, diretor e assistente nas áreas de Clínica e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde também chefiou a enfermaria de Ginecologia e Cirurgia de Mulheres, sob a supervisão do professor Serapião Mariante. Além disso, atuou como médico no Hospital Alemão (atual Moinhos de Vento) e integrou a Diretoria da Seção de Cirurgia entre 1936 e 1937. Durante sua carreira em Porto Alegre, exerceu prática clínica nas áreas de Cirurgia Geral, Ginecologia, Obstetrícia e Vias Urinárias.
Foi aprovado como Irmão da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre em 20 de dezembro de 1918, tomou posse em 26 de dezembro de 1918. Admitido gratuitamente por deliberação da Mesa Administrativa em sessão de 20 de dezembro de 1918.
No campo sindical, foi fundador e presidente da primeira comissão executiva do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), em 1931, permaneceu no Conselho Deliberativo até 1934, destacou-se na luta pela regulamentação do exercício da medicina. Foi membro ativo da Sociedade de Medicina de Porto Alegre, que presidiu entre 1934 e 1935. Na política, foi um dos fundadores do Partido Libertador e, em 1930, participou como médico no corpo de saúde das forças revolucionárias lideradas por Getúlio Vargas, movimento que resultou na deposição do presidente Washington Luís.
Faleceu em 30 de março de 1973, em Porto Alegre.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre foi criada em 1814 para conduzir a Santa Casa, que havia sido criada como ”Hospital de Caridade em 1803” e ainda não tinha saído do papel.
Participavam da Irmandade os homens de proeminência social e de condições financeiras abastadas, que contribuíam com a manutenção da Instituição.
O cargo mais elevado dentro da instituição é o de Provedor – figura de autoridade e liderança. O Provedor, assim como os Irmãos não são remunerados por sua atuação na Irmandade.
Os Irmãos eleitos para a Mesa Administrativa participam ativamente da administração, sob a liderança do Provedor. Atualmente, a atuação da Irmandade conta com os Mesários Efetivos, os Conselheiros Fiscais Efetivos e os Conselheiros Consultivos, que atuam diretamente com os diretores da Instituição.
Ex-provedores e Irmãos Benfeitores (aqueles que contribuíam com a Instituição, realizando doações de grandes somas) foram homenageados com a produção de retratos expostos no Salão Nobre da Santa Casa. Atualmente, o Salão fica situado junto à Direção Executiva da Santa Casa, em local restrito, onde quadros permanecem expostos.
Referências
Judith Fortes. Pinacoteca Barão de Santo Ângelo. Disponível em: https://www.ufrgs.br/acervopbsa/autor_/fortes-judith/?perpage=12&view_mode=masonry&paged=1&order=ASC&orderby=date&fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription&fetch_only_meta=. Acesso em: 09 de outubro de 2024. | Livro de Entrada de Irmãos nº 7, p 191 | Provedores irmãos e irmãs da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre [recurso eletrônico] : registros de histórias (1803-2023). – Porto Alegre : ISCMPA, 2024. 75.5 Mb ; ePUB. Disponível em: https://www.chcsantacasa.org.br/wp-content/uploads/2024/11/volume-ii.pdf. Acesso em 27 de novembro de 2024. | Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. Muhm.org.br. Disponível em: https://www.muhm.org.br/biografiasmedicas/biografia/567. Acesso em: 23 out. 2024. | PUFAL, Diego de Leão. A Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre: Primórdios, curiosidades e ‘Homens Bons’. In: Centro Histórico-Cultural Santa Casa; Histórias Reveladas Vol. III. Porto Alegre: EVANGRAF, 2013. | ELTZ, Amanda Mensch. Entre a gratidão e o poder: uma coleção de retratos pintados da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Dissertalção (Mestrado) 164f. 2019.
Palavras-chave
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre | Irmão | Pintura | Retrato pictórico
Local de produção
Ano de produção
1930
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